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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Contratar pessoas com deficiência: benefícios dentro e fora da organização


 Além de cumprir a lei, contratação de deficientes pode ser vista como estratégia das empresas que valorizam e respeitam o ser humano

05/05/2011
Em 1991 foi sancionada a Lei 8.213/91, que prevê a obrigatoriedade da contratação de pessoas com deficiência por empresas com mais de 100 funcionários. Segundo dados do Ministério do Trabalho, 14,5% é o percentual de deficientes em relação à população geral produtiva no Brasil. Destes, apenas 4,1% tem condições de entrar no mercado de trabalho. E dos 240,4 mil cargos ocupados por trabalhadores com algum tipo de deficiência no país, 50,8% possuem problemas físicos, 28,2% sofrem com dificuldades auditivas, seguidos pelos que tem deficiências visuais (2,9%), mental ou intelectual (2,4%), múltiplas (1,7%) e reabilitados (14%). "A contratação de deficientes ainda é baixa em relação ao esperado, mas está crescendo", afirma Eberson Luiz Federezzi, diretor da empresa de recursos humanos Global Network.
No Paraná 71,38% dos trabalhadores com deficiência inscritos nas Agências do Trabalhador conseguiram empregos efetivos no período de janeiro de 2008 a junho deste ano. "Um problema que dificulta a inserção deste tipo de candidato no mercado de trabalho é a falta de qualificação e formação profissional. Quem deseja estudar enfrenta uma série de desafios, desde a acessibilidade das escolas e universidades até o preparo dos professores para atender estes alunos", explica Eberson. 
Segundo o especialista, as empresas também precisam estar preparadas para receber estes profissionais. "É essencial que haja acessibilidade, equipamentos e materiais de auxílio necessários como softwares específicos, mas nada que seja extraordinário. O ideal é deixar bem claro quais serão as funções deste funcionário, para que ele mesmo exponha suas necessidades de acordo com o grau de sua deficiência", acrescenta. Também é necessário preparar quem já trabalha na empresa para receber o novo colega.
Além de cumprir a lei, a contratação de deficientes pode ser vista como estratégia das empresas que valorizam e respeitam o ser humano, primam pela cidadania e pela inclusão e buscam contribuir para uma sociedade melhor. "Quando a empresa possui este tipo de posicionamento, seus colaboradores também se tornam multiplicadores dessa ideia, disseminando valores e princípios louváveis a toda comunidade", ressalta. 
E os benefícios não para por aí. Os consumidores estão de olho na responsabilidade social das organizações, aumentando a competitividade. "Os ganhos dentro da organização também devem ser levados em consideração. Em geral este tipo de colaborador motiva a equipe a superar obstáculos e vencer desafios, procura estabilidade e busca explorar todo seu potencial. Eles só precisam de uma oportunidade para começar", finaliza.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Senai prepara mais de 55 mil deficientes para o mercado de trabalho

 
Metal Mecânica

Senai prepara mais de 55 mil deficientes para o mercado de trabalho

Data: 28/1/2011

Marcelo Matos, 30 anos, se vale do tato e de competência técnica para
exercer seu ofício. Cego desde os 15 anos, por descolamento da retina, é
montador de para-choques da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do
Sul. Foi aprovado na montadora em criterioso processo de seleção após
concluir, em 2004, o curso de aprendizagem industrial em mecânica de
automóveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Marcelo Matos, que teve aulas pelo sistema Virtual Vision, programa de
computador que ensina deficientes visuais usando leitura de menus e telas
por um sintetizador de voz, é um dos quase 55 mil deficientes, físicos,
mentais, auditivos, visuais e múltiplos, capacitados para o mercado de
trabalho desde 2004 pelo Programa Senai de Ações Inclusivas (PSAI). O
programa inclui ainda os superdotados.
Além de atender ao contingente de pessoas com necessidades especiais, o PSAI
capacita também mulheres, negros e índios e requalifica profissionalmente
pessoas idosas. Somando-se este contingente, classificado como vertentes,
chega a 77.822 o número de pessoas treinadas pelo PSAI.
A gestora nacional do programa, Loni Manica, ressalta ser expressiva, na
educação profissional, a quantidade de capacitados pelo PSAI. "O Senai atua
fortemente para que se consolide a inclusão social pela educação
profissional", acrescenta.
Informa ela que o PSAI formou, ano passado, 300 professores na língua de
sinais, 150 no ensino Braile em matemática e 350 para identificação e
desenvolvimento de alunos com altas habilidades, os superdotados. Publicou
ainda trabalhos com orientações sobre o melhor atendimento das pessoas com
deficiência, seguindo as normas da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) para esse segmento de trabalhadores.
Aptidão - Após passar por treinamento na GM, Marcelo Matos relata ter ganho
a confiança da equipe e se diz orgulhoso de participar efetivamente da linha
de produção da montadora, que fabrica 900 carros por dia. "Há boas vagas de
trabalho na indústria. É preciso que as pessoas se capacitem e estejam aptas
quando surgirem oportunidades. Foi assim comigo," diz.
A unidade da General Motors em Gravataí emprega 112 pessoas com deficiência.
Segundo o gerente de recursos humanos da montadora, Silvio Uchima, o SENAI
possibilita uma boa oferta de pessoal em um mercado carente de profissionais
qualificados, como o automobilístico. " Investimos no potencial e não nas
limitações dos profissionais. A formação pelo Senai segue este viés,"
ressalta Uchima.

http://www.ipesi.com.br/login/noticias-ei/view.asp?id=3060
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